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Eleições 20265 min de leitura8 de outubro de 2026

Por que o empresário não deve olhar apenas para a escolha do Presidente da República?

Após o primeiro turno das Eleições 2026, o verdadeiro mapa de poder que interessa aos negócios vai muito além do Palácio do Planalto

Por Vanusa Reis, Capital Upgrade

Empresário observa as sedes do Congresso Nacional e de governos estaduais
Imagem produzida por Capital Upgrade

O próximo grande impacto sobre o caixa e nas decisões estratégicas de uma empresa pode não sair apenas do Palácio do Planalto. Pode nascer no Congresso. Em um governo estadual. Em uma assembleia legislativa. Em uma decisão que altere a tributação, a infraestrutura ou o ambiente regulatório e que chegue ao balanço muito antes do fim de janeiro de 2027.

Para os empresários, compreender esse mapa de poder que emerge das Eleições 2026 não é uma questão puramente política, mas de estratégia, previsibilidade, gestão de risco e proteção de capital.

A pergunta central neste momento não deveria ser apenas "quem será o próximo presidente da república?", mas sim: "quem, nos meus estados de atuação, terá força para aprovar, modificar, bloquear ou acelerar as medidas que afetarão o meu setor?"

Assembleia Legislativa: o impacto das regras estaduais na operação

No âmbito estadual, o Poder Legislativo é exercido pelos deputados estaduais, que possuem mandato de quatro anos. Eles são responsáveis por elaborar leis, analisar propostas do governador, aprovar o orçamento e fiscalizar a aplicação dos recursos públicos em temas como: sistema tributário, contábil, operações de crédito e direito financeiro.

Para o empresário, qualquer mudança nessas regras afeta diretamente a operação. Alterações na tributação local, no orçamento ou nas diretrizes regionais impactam custos, investimentos, logística e as condições de funcionamento do setor produtivo. Se o seu negócio depende das condições regulatórias de um Estado, monitorar quem legisla e fiscaliza é indispensável.

Governo Estadual: a administração do ambiente de negócios

O governador é o chefe do Poder Executivo e da administração estadual. Cabe a ele elaborar e executar o orçamento, nomear secretários, gerir órgãos públicos e servidores, além de propor projetos de lei e representar o Estado perante a União. Sua atuação molda diretamente as condições de expansão e previsibilidade das empresas por meio de investimentos em segurança, saúde, educação, infraestrutura e desenvolvimento.

Na prática, essas decisões administrativas batem na porta das empresas: uma obra de infraestrutura reduz custos logísticos, políticas de desenvolvimento estimulam novos investimentos e ações de segurança garantem a circulação de mercadorias e o funcionamento das unidades operacionais.

Câmara dos Deputados: onde nascem as regras nacionais

Na esfera federal, os 513 deputados federais têm como funções centrais legislar, fiscalizar o Executivo e definir o Orçamento da União (junto com o Senado). Eles discutem medidas provisórias, atuam em comissões e podem apresentar ou alterar projetos de lei, inclusive modificando o Orçamento por meio de emendas parlamentares para direcionar recursos a obras públicas.

Acompanhar a Câmara significa monitorar a construção de variáveis empresariais de alcance nacional. Alterações nas legislações tributária, trabalhista, ambiental, econômica ou setorial repercutem imediatamente sobre os custos, contratos, investimentos e modelos de negócios de empresas de todo o país.

Senado Federal: estabilidade macroeconômica e financeira

O Senado Federal é composto por 81 senadores (três por Estado e Distrito Federal), com mandatos de oito anos. Além de legislar e votar o Orçamento da União, o Senado possui competências exclusivas cruciais para o mercado: autorizar operações financeiras de interesse dos entes federativos, estabelecer os limites do endividamento público, avaliar o desempenho do Sistema Tributário Nacional e aprovar previamente autoridades como o presidente e os diretores do Banco Central.

Para o setor empresarial, essas atribuições moldam o ambiente macroeconômico e regulam o crédito público.

Olhar apenas para a eleição presidencial significa ignorar que as condições financeiras e de juros que viabilizam os investimentos privados são construídas e fiscalizadas dentro do Senado.

O que isso significa, na prática, para a gestão de riscos?

O empresário estratégico precisa transformar a análise política em ferramenta de gestão, antecipando quais decisões impactarão seu fluxo de caixa.

Quando uma mudança tributária, regulatória ou de infraestrutura sai dos plenários e é publicada, o espaço para reação é curto: resta apenas rever preços, contratos, logística e estrutura.

Mais do que saber quem ocupará o Palácio do Planalto, mitigar o risco empresarial exige acompanhar quem detém as canetas que desenham as leis, os orçamentos e as políticas que sustentam o mercado brasileiro.

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28, 29 e 30 de outubro, com Lásaro do Carmo Jr., Paulo Vitor Porto e Raduán Melo.

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